Primeiramente
convido você a se fazer as seguintes perguntas?
1. “Quem
sou eu?”
2. “Qual
o meu problema com o outro?”
Sofremos por atitudes
dos outros porque não sabemos como interpretar a nós mesmos e tampouco as ações
do próximo. Criamos um bloqueio a respeito do outro porque deixamo-nos
convencer acerca de alguma ideia sobre nós e por isso temos dificuldade em
mudar esse sentimento. Tornamo-nos impotentes já que ressaltamos o poder que o
outro exerce sobre nós: é o que outro pensa sobre você e não o que você pensa
sobre si mesmo.
Colocamos o outro
como sendo uma extensão nossa, mas o outro é o outro. Até que ponto você
permite que o outro lhe machuque? Sabemos que interações sociais são boas para
nós e contribuem para a nossa felicidade. Fazemos conexão com o outro desde
nosso nascimento. Viver no meio de relações boas produz saúde, mas quando não é
assim adoecemos.
Existem dois
princípios que nos ajudam a lidar com nossos sentimentos em relação ao outro,
sendo eles a autoexperiência e autorreflexão. A autoexperiência significa se
conhecer, experimentar e testar-se em diferentes situações de forma mais
profunda e única. A autorreflexão é o ato de refletir sobre essa experiência de
forma consciente, tornando-se responsável e assim desenvolvendo habilidade para
autorregular-se.
Somos capazes de nos
encontramos dentro desse conflito com o outro. Temos uma caixa de ferramenta
espantosa, mas poucos possuem o entendimento para abri-la e usá-la.
Em outras palavras,
muitas vezes aquilo que nos machuca no próximo é apenas o reflexo de uma ferida
nossa não tratada. É necessário ouvir nosso mal estar e não silencia-lo. Compreender
e abraçar nossas limitações é o primeiro passo para enxergar o outro.
Precisamos atravessar o nosso processo para que assim hajam recursos para lidar
com o próximo, ainda que esse recurso seja o distanciamento.
Quanto a insistência,
ela pode ser vista como parte desse processo. Pode ser vista como a perseverança
em sua travessia ou até mesmo a motivação do mesmo.
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